O Ecomuseu de Barroso - Espaço Padre Fontes, em Montalegre, irá ter patente, de 31 de outubro de 2026 a 10 de janeiro de 2026, a exposição "Transmontices", de @I.lus.tra.me e com a participação da ceramista Tânia Ló.
A coleção é inspirada em frases típicas de Trás-os-Montes e nas tradições de Montalegre, em que é capturada a essência e a cultura local. Cada ilustração foi criada com o intuito de celebrar a identidade da região. Para prolongar este universo além do papel e da ilustração convidei a ceramista Tânia Ló, cujo trabalho dialoga com o barro preto e cerâmica. Entre a linha e o barro, entre o papel e o fogo, pretendemos uma relação de continuidade: um processo partilhado onde a tradição se reinventa e onde diferentes linguagens se encontram. Esta é uma exposição itinerante, sendo Montalegre a sua segunda paragem.
Sobre mim :
Iolanda Guimarães
tenho 31 anos, nasci em Chaves. A minha área de formação é Design de Moda pela Universidade da Beira Interior, contudo, o meu percurso sempre foi de artes. Desenvolvi desde cedo o gosto pela pintura, desenho e artes manuais. O projeto @i.lus.tra.me começou na pandemia, onde todos os dias fazia um desenho sobre o dia, e após perceber que as pessoas gostavam, criei a página, como hobby, pois o meu trabalho a full-time continua a ser Designer de Moda numa marca de moda nacional. O @i.lus.tra.me é o meu "cantinho" e o refúgio para descomprimir e levar cor e memórias às pessoas.
Segui a ilustração como hobby porque sempre foi onde me senti eu mesma, no meu mundo. Representar memórias, coloridas de histórias e famílias e saber que estão tantas já espalhadas pelas casas das pessoas, dá-me um imenso orgulho e gosto em continuar a ser melhor.
Lanço esporadicamente coleções ligadas a cidades ou tradições, como a última sobre a minha região.Sobre a Tânia e o convite :
Para prolongar este universo além do papel e da ilustração convidei a ceramista Tânia Ló, Vila-realense . A partir de algumas das minhas ilustrações apresentadas, surgem novas peças em cerâmica — formas moldadas na matéria que retomam o gesto do desenho e o transformam em objeto. Entre a linha e o barro, entre o papel e o fogo, pretendemos uma relação de continuidade: um processo partilhado onde a tradição se reinventa e onde diferentes linguagens se encontram. Esta colaboração é, assim, um fio de ligação entre ilustração e cerâmica, entre gesto contemporâneo e saber ancestral — uma pequena simbiose onde a imagem ganha corpo e a terra ganha narrativa.
Iolanda Guimarães
